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A Associação Humanitária dos B. V. Oliveira de Azeméis, nasceu, como tantas outras, da necessidade de libertar as populações do pânico, em casos de sinistros, nomeadamente O FOGO.

É que, efectivamente, a confiança que na Humanidade sempre inspirou a presença de um Corpo de Bombeiros, liberta em parte, o pânico que se apodera de qualquer vítima.

A nossa terra, viveu também esses momentos de pânico e tanto assim, que quando o rebate de sino despertava a população, todos abandonavam o lar, corriam a indagar o que se passava, vinham para a rua munidos de toda a espécie de vasilhas, ouviam-se gritos de terror, as ruas movimentavam-se, outros corriam desorientados e a população em massa procurava com altruísmo defender o lar vizinho, do amigo, de desconhecido que fosse e mesmo distante.

A intenção era boa. Porém, os movimentos não ser coordenavam e quase sempre os sinistros redundavam na destruição.

Em 1885, o município já então procurou atenuar este grande mal de que enfermava a nossa vila. Comprou uma bomba e alguns metros de mangueira. Quando surgia algum sinistro, os populares mais decididos lá estavam pela dependência que recolhia a bomba e levaram-na para onde era pedida.

Mas, esta medida, como é óbvio, não podia satisfazer. Assim, a população continuava a viver em sobressalto, pois não havia um sistema de orientação em que pudessem confiar.

Os sinistros sucediam-se, a bomba lá aparecia, mas o desastre era quase sempre o desfecho da boa vontade dos populares.

Em 31 de Março de 1903, lá surge mais um incêndio, pela calada da noite, numa casa de arrumações pertencente ao Sr. José Pereira Ruivo, funcionário dos Correios. Aqui, surgiu um problema que a todos atemorizou ainda mais. Quando os incansáveis populares se dirigiam a uma dependência da escola primária que existia na antiga Praça de Depósitos – foram impedidos de levar a tal bomba da Câmara que lá estava recolhida, pelo facto das mangueiras estarem totalmente inutilizadas e dessa forma, não podiam usar a bomba.

E lá ardeu o casarão!

Surgiu então uma autêntica campanha de protesto e a população sentia-se revoltada por aquele desleixo do município da época e nessa onda de protesto faziam notar que o mau estado do material já havia acarretado dissabores e prejuízos num incêndio anterior, manifestado em casa do Sr. Eduardo Fonseca, contador judicial.

Nas proximidades de Setembro de 1904, um certo entusiasmo invade a população local, pois constava aos quatro ventos que, uma comissão composta por um brioso e escolhido grupo de rapazes, se propunha organizar com todo o rigor uma Corporação de bombeiros voluntários. Todos anceiavam ver o resultado da ideia, enquanto outros se preocupavam em saber “nomes” por quem era formada tal comissão.

Efectivamente, esse grupo de boas-vontades existia e assim, para que o povo se pudesse pronunciar por tão grande iniciativa, que não deixava de envolver outra grande responsabilidade, foi convocada uma reunião que teve lugar às 19horas do dia 22 de Setembro de 1904, numa sala da Tuna da Mocidade Oliveirense.

Com a sala cheia e no meio de vibrante entusiasmo, foi nesta reunião que se procedeu à nomeação da Comissão Organizadora para a fundação da Corporação e que ficou constituída pelos senhores: Eduardo Augusto da Fonseca, Joaquim César Soares de Pinho, Lourenço Tineo do Amaral Osório, Fernão Pinto Pereira de Lencastre Abreu de Lima e António José Marques.

Esta comissão, procurou imediatamente angariar fundos para a compra do material, que estava orçado em 1.400$000 (mil e quatrocentos mil reis). Em Outubro de 1904, a comissão tornou público de que tendo percorrido apenas 18 casas, já reunia 187$000 (cento e oitenta e sete mil reis).

Em 12 de Outubro o resultado era ainda mais animador, pois a subscrição já totalizava 508$000 (quinhentos e oito mil reis) e a Câmara subscrevia a verba orçamental de trinta mil reis.

Entretanto, a Comissão expedia circulares para oliveirenses ausentes, os quais, acolheram também com carinho, tão simpática iniciativa.

Mas, enquanto o brioso grupo trabalhava na organização que lhe confiavam, surge novamente pela calada da noite de 7 de Fevereiro de 1905, um incêndio no prédio de habitação do Sr. Manuel Luís, lavrador, no lugar de Cidacos, desta vila.

Este acidente, que poderia servir para espevitar o ânimo da Comissão e acolhimento rápido do público, parece ter contribuído para um desalento, pois deixou-se de falar do resultado dos trabalhos da incansável comissão. O tempo decorria e o público interpelava de quando em vez, este ou aquele membro da comissão, inquirindo da demora na organização dos Bombeiros. Respondiam que aguardavam o resultado da subscrição do Brasil. Os oliveirenses lá se iam conformando, apesar de decorrer já mais de um ano. Os mais inconformistas, faziam ao mesmo tempo as suas pessimistas previsões e fundamentam-se no velho ditado: “Só vos lembrareis de Santa Bárbara… quando trovejar!…”

Os dias foram passando e eis que surge um terrível incêndio. No dia 16 de Outubro de 1905, pelas 5 horas da manha, a vila foi despertada por toques aflitivos do sino da igreja. Ardia implacavelmente, no lugar da Farrapa, um prédio acabado de construir pertencente ao Sr. António Pereira Júnior, proprietário, pai dos actuais beneméritos da Corporação, Srs. António e Adelino Pereira da Costa, capitalistas, residentes no Brasil e dos nossos associados Srs. João e Joaquim Pereira da Costa, desta vila.

Todo o prédio, de rés-do-chão e 1º andar, ficou reduzido às paredes e nele trabalharam dezenas de pessoas, tendo sido utilizadas as bombas da Câmara e uma outra que aflitivamente foram buscar à fábrica de vidro de Lações de Cima, “A Boémia”, dos Srs. Guimarães, Alves & C.ª, o gado foi salvo com muita dificuldade e o proprietário sofreu queimaduras várias para poder salvar das chamas um baú que continha jóias e dinheiro.

Terminado o rescaldo, o público não se conteve.

Todos anseiavam ver a sua Corporação de Bombeiros. Surgiam apelos, Apresentavam-se alvitres e pedia-se à Comissão que não desanimasse, pois constava que tinham encontrado quem os estorvasse.

Ante este espevitar do público, a Comissão reagiu e começou em 8 de Novembro de 1905, na nova recolha de donativos, depositando as receitas nas mãos do Sr. Caetano da Costa Seabra, respeitável oliveirense e que se tinha subscrito com cinquenta mil reis. Nessa ocasião, as verbas recolhidas totalizavam seiscentos e noventa mil e quinhentos reis, o que era bastante animador.

Ante este resultado e após uma conferência com o saudoso Dr. Bento Carqueja, professor ilustre e oliveirense dedicado, que também contribuiu com avultada quantia e orientou a Comissão em vários trabalhos, foi resolvido por sugestão daquele professor, encomendar o material necessário.

Entretanto, continuava o peditório e em 16 de Fevereiro de 1906 a Comissão dispunha do saldo de 1.700$500 reis.

Estava portanto assegurado o êxito do pagamento do primeiro material que tinha sido orçado em 1.400$000 reis. Apressava-se o fabricante, insistia-se na confecção de fardas e contratavam-se alfaiates no Porto, que para aqui vieram especialmente para mais rapidamente procederem à execução de fardamento.

DO SONHO À REALIDADE

Finalmente, no dia 24 de Junho de 1906, chegou ao Largo de Santo António e Barrocas, por volta das 7 horas e meia da manhã, todo o material contra incêndio que havia sido encomendado e que do Porto foi transportado em duas pesadas galeras.

Foi sem dúvida, um dos maiores acontecimentos registados em Oliveira de Azeméis, pois o público que enchia as ruas da vila, rejubilava de alegria, enquanto subiam e estrelejavam centenas de foguetes e a filarmónica de S. Tiago de Riba-Ul executava marchas militares.

Vieram também do Porto, nessa ocasião, o construtor do material Sr. Moreira Couto e o Sr. Venâncio de Carvalho, hábil bombeiro municipal do Porto que, por especial deferência do então instrutor de incêndios Sr. Capitão Artur Ramos, vinha instruir os novos bombeiros voluntários. Foram esperados pelas pessoas de maior destaque da vila, autoridades e bombeiros, acompanhados do seu Comandante Sr. Lourenço Tineo do Amaral Osório.

Aos dois portuenses foi servido um almoço no hotel Avenida e ao qual assistiram vários membros da Corporação.

À tarde, saiu do Quartel provisório, a bomba e o carro do material, seguindo pela Rua Direita, fazendo-se a experiência oficial em frente dos Paços do Concelho, com assistência de muitas pessoas e numeroso grupo de senhoras. Trabalhou a bomba com diferentes agulhetas, foram arvoradas escadas de gancho e de topo e foi lançada a uma varanda a manga de salvação pela qual desceram várias pessoas.

Terminadas as experiencias, perante os bombeiros fardados, o Sr. Fernão de Lencastre fez a apresentação do instrutor Sr. Venâncio de Carvalho. Ao fim da tarde, ofereceram a este instrutor, um passeio de bicicleta – como agradável transporte de época – findo o qual, o Sr. Venâncio de Carvalho fez uma palestra sobre os serviços de bombeiros, constituindo a 1ª lição teórica. No dia 25, teve lugar o 1º exercício dado por este instrutor, ficando assente que todos os outros seriam diários e duas vezes por dia, facto que só comprovava a boa-vontade dos componentes em adquirirem rápidos conhecimentos, pois não pudemos deixar de reconhecer, que tão intensa instrução, constituía um pesado sacrifício para todos. Mas foi essa persistência que venceu e tornou logo célebre a Associação dos Bombeiros de Oliveira de Azeméis, ficando este esforço a servir de exemplo às gerações futuras.

O período intensivo de instrução começa a fortificar o Corpo de Bombeiros e o público vê nos seus componentes, elementos de valor e em quem podiam confiar. Entretanto, esboça-se em princípios de 1907 uma pequena alteração no Comando, com o pedido de demissão do Sr. Lourenço Osório, a quem a corporação ficou a dever uma parte da sua organização.

Com a saída deste respeitável oliveirense, foi nomeado para Comandante o Sr. João Lourenço da Silva. Nessa mesma ocasião, ou seja, em 9 de Março de 1907, foi nomeado chefe de bomba e mais tarde 2º Comandante, o Sr. António José Alves Moreira e Chefe de carro de material o Sr. António Ferreira Landureza.

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